Você já se perguntou como o rei Salomão morreu e o que isso significou para Israel? A Bíblia diz que ele faleceu de causas naturais depois de quatro décadas no trono e foi sepultado na Cidade de Davi. Não há nada de dramático ou misterioso, só um fim tranquilo para um reinado longo.

Dá pra notar que os livros de 1 Reis e 2 Crônicas relatam o fim da vida de Salomão sem grandes exageros. Eles mostram o que aconteceu politicamente e espiritualmente depois, sem floreios desnecessários.
Como o rei Salomão morreu segundo a Bíblia
A morte de Salomão aparece de forma direta: quarenta anos de governo, morte natural, sepultamento na Cidade de Davi. Não há suspense, só uma transição de poder.
A sucessão por seu filho Roboão é mencionada logo em seguida. O texto conecta o fim do reinado às consequências políticas e religiosas, mas não se estende nos detalhes.
Relatos em 1 Reis 11 e 2 Crônicas 9
1 Reis 11:41-43 e 2 Crônicas 9:29-31 trazem o fim do reinado de Salomão. Ambos usam a expressão “descansou com os seus antepassados”, uma forma bíblica de falar de morte natural e sepultamento familiar.
Os textos dizem que ele reinou quarenta anos em Jerusalém sobre todo Israel. Falam também de registros feitos por historiadores e profetas, mas não entram em detalhes médicos ou pessoais sobre a morte.
O foco é no legado, na sabedoria e nos problemas políticos que começaram a aparecer no final do reinado. Não há cena de sofrimento, conspiração ou qualquer drama de novela.
Descrição do sepultamento na Cidade de Davi
A Bíblia afirma que Salomão foi “sepultado na Cidade de Davi”. Era o local tradicional dos túmulos reais em Jerusalém.
Isso reforça a ligação com Davi e a ideia de continuidade da dinastia. Sepultá‑lo ali era uma forma de mostrar respeito e legitimar a linhagem.
Não há detalhes sobre o cortejo fúnebre ou sobre como foi o enterro. Só fica claro o local e que a passagem do poder foi formalizada.
Circunstâncias e possíveis causas da morte
A morte é apresentada como natural, sem violência ou assassinato. A frase “descansou com os seus antepassados” sugere idade avançada ou doença comum.
A Bíblia não fala em sintomas, duração da enfermidade ou qualquer diagnóstico. Se alguém quiser especular sobre causas médicas, vai ter que recorrer à imaginação ou à medicina moderna.
O texto está mais interessado nas consequências do reinado do que em detalhes clínicos. O importante é o fim de um ciclo e o início de outro.
A passagem do trono para Roboão
Logo após a morte, Roboão, filho de Salomão, assume o trono. 1 Reis 11:43 e 2 Crônicas 9:31 registram essa sucessão sem mencionar disputas ou conflitos imediatos.
A sucessão aconteceu num clima já tenso. As decisões de Roboão, que vieram depois, acabaram levando à divisão das tribos.
O texto mostra uma transição formal: sepultamento, reconhecimento do novo rei e início do novo reinado em Jerusalém. A morte de Salomão marca uma virada política.
Consequências e legado após a morte de Salomão
A morte de Salomão abriu espaço para mudanças políticas, religiosas e culturais em Israel. A unidade política se quebrou, a religião foi abalada, e as marcas literárias do seu reinado ficaram pra sempre.
Divisão do reino entre Israel e Judá
Quando Salomão morreu, Roboão assumiu o trono em Jerusalém. Rapidamente, dez tribos do norte rejeitaram Roboão e proclamaram Jeroboão rei, formando o Reino do Norte (Israel).
Só Judá e Benjamim ficaram com Roboão, formando o Reino do Sul (Judá). Isso mudou as fronteiras, os impostos e até as alianças.
Jeroboão criou centros de culto em Betel e Dã, usando bezerros de ouro para afirmar sua autoridade. Isso institucionalizou a separação religiosa e política dos dois reinos.
A divisão deixou Israel e Judá mais vulneráveis a pressões externas e conflitos internos. Ninguém saiu ganhando muito nesse processo.
Impactos espirituais e políticos do fim do reinado
O texto bíblico associa o fim do reinado de Salomão à sua apostasia. Casamentos com mulheres estrangeiras e tolerância a cultos de outros deuses foram vistos como motivo para o julgamento divino e a perda das dez tribos.
A profecia de Aías sobre Jeroboão e as rebeliões de Hadade e Rezom enfraqueceram a unidade real. A perda de centralidade do Templo de Jerusalém e a criação de santuários alternativos mudaram o jeito de cultuar e diminuíram o peso de Jerusalém.
Isso tudo gerou décadas de conflitos religiosos e reformas. O cenário ficou bem mais complicado.
Legado de sabedoria: Provérbios, Eclesiastes e outros livros
Salomão ficou para sempre ligado a obras como Provérbios, Eclesiastes e o Cântico dos Cânticos. Esses textos exploram ética, sentido da vida e poesia amorosa.
Em Provérbios, você encontra conselhos práticos sobre família, trabalho e comportamento. Eclesiastes é mais filosófico, cheio de perguntas sobre a vida e a morte.
O Cântico dos Cânticos celebra o amor humano, e já foi lido tanto ao pé da letra quanto de forma alegórica. Esses livros ajudaram a preservar a imagem de Salomão como símbolo de sabedoria, mesmo que seus atos políticos tenham sido alvo de críticas.
A figura de Salomão na tradição bíblica
A tradição bíblica pinta Salomão de um jeito bem ambíguo. Ele é lembrado tanto como o grande construtor do Templo de Jerusalém, quanto como um rei que, apesar de sua sabedoria lendária, acabou se afastando de Deus.
Nos relatos de 1 Reis e 2 Crônicas, essa dualidade aparece o tempo todo. As histórias destacam suas conquistas, mas não deixam de mostrar suas falhas.
Profetas como Natã e algumas narrativas históricas fazem questão de ligar a queda de Salomão ao fim do seu reinado. Aliás, a divisão do reino de Israel é frequentemente atribuída a esse período conturbado.
Culturalmente, Salomão virou quase um símbolo. Ele representa justiça e sabedoria, mas também serve de alerta contra a idolatria e as alianças que podem enfraquecer a fé nacional.
No fim das contas, sua figura ainda ocupa um lugar central na história bíblica. O reinado de Salomão continua ecoando na memória coletiva até hoje.


