A Mina da Passagem, em Passagem de Mariana, oferece uma visita diferente pela história da mineração em Minas Gerais.
Você desce de trolley até galerias subterrâneas, observa um lago e ouve relatos ligados ao ciclo do ouro entre Mariana e Ouro Preto.

Compre o ingresso em dinheiro, confirme os horários e vá de calçado confortável; o passeio dura uns 45 minutos e tudo acontece em ambiente subterrâneo.
Aqui, você vai encontrar dicas práticas sobre planejamento, temperatura, percurso e condições de visita.
Também vai descobrir um pouco do legado da mina e entender como funcionam as opções de mergulho, quando estão disponíveis.
Essas informações ajudam bastante na hora de organizar um passeio seguro e interessante por esse pedaço importante do patrimônio brasileiro.
Como Planejar a Visita à Mina
A visita à Mina da Passagem pede atenção ao deslocamento, ao pagamento em dinheiro e às regras para ingresso.
Vale conferir os documentos exigidos, principalmente se você busca meia-entrada ou vai com crianças e grupos.
Onde Fica e Como Chegar por Mariana, Ouro Preto e Belo Horizonte
A Mina da Passagem fica no distrito de Passagem de Mariana, entre Mariana e Ouro Preto, em Minas Gerais.
O acesso normalmente é pela BR-356, que liga as duas cidades.
De carro, você chega à mina em cerca de 5 minutos saindo do centro de Mariana e uns 15 minutos a partir de Ouro Preto, dependendo do trânsito.
Saindo de Belo Horizonte, a viagem dura por volta de duas horas pela BR-356, mas isso depende do ponto de partida e do movimento na estrada.
Dá para contratar transporte turístico, como os serviços da Pincus Turismo ou da Pincus Turismo Ltda. Só não esqueça de confirmar o roteiro, o tempo de espera e se o ingresso já está incluído.
Use um aplicativo de navegação para checar o caminho no dia.
Se for de ônibus, planeje o trajeto final entre Mariana, Ouro Preto e a mina, porque o transporte público pode exigir conexão ou caminhada.
Horário de Funcionamento, Bilheteria e Ingressos
A visitação acontece de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h.
Sábados, domingos e feriados nacionais, o atendimento vai das 9h às 17h.
O passeio subterrâneo dura uns 45 minutos, mas o tempo total no local pode ser maior por conta da espera e da organização dos grupos.
O ingresso individual custa R$ 280, conforme a última informação da mina.
Esse valor serve só como referência e pode mudar sem aviso; se houver diferença, vale o preço da bilheteria.
Para o público geral, a compra do ingresso é presencial e em dinheiro.
A mina não aceita PIX, nem cartões de crédito ou débito.
Leve o valor certo antes de sair.
Se quiser nota fiscal eletrônica, peça na hora da compra e forneça os dados que a bilheteria pedir.
Meia-Entrada, Gratuidades e Visitas em Grupo
A meia-entrada exige documento válido apresentado na hora.
Ela vale para estudantes, crianças de 6 a 12 anos, pessoas com 60 anos ou mais, PCDs, pessoas com TEA, jovens de 15 a 29 anos de baixa renda inscritos no CadÚnico e professores ativos das redes pública ou privada.
Crianças de até 5 anos entram de graça quando acompanhadas por um responsável.
Guias de turismo com cadastro CADASTUR ativo também podem entrar gratuitamente quando acompanham turistas pagantes, mas precisam agendar e enviar a documentação antes.
Grupos com 20 ou mais pessoas devem consultar a mina por e-mail antes da visita.
Isso vale para grupos turísticos e escolares.
Faça contato com pelo menos uma semana de antecedência, pois a entrada depende de confirmação, disponibilidade e regras da administração.
O Que Saber Sobre Acessibilidade e Público Infantil
Antes de comprar, confirme diretamente com a Mina da Passagem as condições de acessibilidade para o seu grupo.
A visita inclui descida de trolley e circulação por galerias subterrâneas, com piso e espaços que podem exigir cuidado.
Pessoas com deficiência, mobilidade reduzida ou TEA devem informar as necessidades com antecedência.
Crianças pequenas podem ir de graça até os 5 anos, acompanhadas por um adulto.
De 6 a 12 anos, pagam meia, desde que apresentem documento.
Durante o passeio, mantenha as crianças próximas e siga as orientações da equipe.
A temperatura dentro da mina costuma ser estável e mais fresca.
Use calçado fechado, roupas confortáveis e preste atenção extra em escadas, desníveis e trechos molhados.
O Que Esperar do Passeio Subterrâneo
Você percorre galerias subterrâneas, vê marcas da mineração e encontra um lago formado no interior da mina.
A visita guiada mistura o passeio de trolley com trechos de caminhada pelo túnel de visitação.
Descida de 120 Metros no Trolley
O passeio começa com uma descida de trolley até cerca de 120 metros de profundidade.
O veículo desce por um trecho inclinado da antiga mina e leva você às galerias históricas sem esforço.
Durante o trajeto, fique sentado e siga as orientações da equipe.
O espaço pode ser apertado, e o piso, úmido.
Se você tem medo de altura, claustrofobia ou dificuldade de locomoção, avise antes do embarque.
A descida faz parte do encanto de conhecer uma das poucas minas de ouro abertas à visitação no Brasil.
O guia acompanha o grupo e conta como os trabalhadores abriram os túneis e retiraram o minério ao longo do tempo.
Galerias Históricas, Túnel de Visitação e Equipamentos
Lá embaixo, você caminha por um túnel de visitação e algumas galerias históricas abertas ao público.
As paredes mostram marcas da extração e ajudam a entender como a mina cresceu com trabalho manual e ferramentas.
A visita guiada também apresenta equipamentos históricos usados na mineração.
O guia explica a função de cada peça e comenta as condições enfrentadas pelos trabalhadores: pouca luz, muita umidade e riscos constantes.
Use calçados fechados e firmes, porque o chão pode ser irregular.
Evite tocar nas paredes, nos equipamentos e nas estruturas da mina.
Preste atenção nas trilhas guiadas, especialmente perto de desníveis e áreas molhadas.
Lago Subterrâneo de Águas Cristalinas
Um dos pontos mais marcantes do passeio é o lago subterrâneo, formado pelo acúmulo de água nas galerias.
Você consegue ver um lago de águas cristalinas em vários trechos, com coloração que muda conforme a iluminação e as rochas.
A água se acumula por causa da infiltração do solo e dos aquíferos da região.
Mesmo parecendo limpa, não beba nem entre no lago durante a visita comum.
O acesso segue as regras da mina e as instruções dos responsáveis.
Algumas atividades de mergulho acontecem com empresas especializadas e precisam de agendamento, treinamento e equipamentos próprios.
Essa experiência não está incluída no ingresso regular, então confirme tudo antes de planejar.
Duração do Passeio, Temperatura e Cuidados Essenciais
O passeio dura cerca de 45 minutos.
Nesse tempo, você alterna entre o trolley, paradas para explicações e pequenas caminhadas dentro das galerias subterrâneas.
A temperatura lá embaixo costuma ser mais baixa e constante que do lado de fora.
A umidade pode deixar o ambiente escorregadio.
Leve uma blusa leve, use calça confortável e escolha sapatos com boa aderência.
| Item | Recomendação |
|---|---|
| Vestuário | Blusa leve e roupas confortáveis |
| Calçados | Fechados, firmes e antiderrapantes |
| Durante a visita | Siga o guia e não se afaste do grupo |
| Segurança | Não toque nas estruturas nem entre na água |
| Crianças | Mantenha-as próximas e sob supervisão |
Se você tem problemas respiratórios, limitações de mobilidade ou sensibilidade a espaços fechados, converse com a equipe antes de comprar o ingresso.
História, Ouro e Legado da Mina
Ao visitar a Mina da Passagem, você mergulha na história da mineração em Minas Gerais através de galerias, equipamentos e relatos do ciclo do ouro.
A experiência mostra como a extração transformou a economia local e deixou marcas no patrimônio de Mariana.
A Mina Industrial no Ciclo do Ouro
A mineração na região começou no fim do século XVII, quando bandeirantes encontraram ouro perto de Ouro Preto e Mariana.
Em 1719, nasceu a Vila da Passagem, entre as duas cidades, ligada à busca por depósitos de ouro no Ribeirão do Carmo e seus afluentes.
No início, usavam métodos simples, como lavar o cascalho.
Com o tempo, empresas abriram galerias e organizaram o trabalho com máquinas, bombas e sistemas de drenagem.
A Companhia Minas da Passagem surgiu em 1927 e assumiu a mineração subterrânea e dragagem.
A produção foi caindo ao longo do século XX.
O preço fixo do ouro, custos crescentes e falta de capital atrapalharam a continuidade da lavra.
Em 1979, a área da Mina do Fundão passou a receber visitantes, dando novo uso a parte desse patrimônio industrial.
Como Acontecia a Extração de Ouro
Na mineração subterrânea, os trabalhadores abriam túneis seguindo veios e áreas com minerais de interesse. Eles tinham que retirar a água acumulada e sustentar as paredes.
O transporte do material até a superfície exigia esforço físico e conhecimento do terreno. Era um trabalho de risco constante, onde a experiência fazia diferença.
Depois de extraído, o minério passava por etapas de separação. Em depósitos aluvionares, usavam água para remover parte da terra e dos sedimentos.
O ouro, por ser mais pesado, acabava concentrado. Esse método também aparece na famosa bateia, uma ferramenta simples para separar manualmente as partículas.
Durante a visita, você desce de trolley e percorre galerias antigas. O trajeto revela salões, colunas deixadas pela lavra e áreas subterrâneas que mostram como a extração funcionava de verdade.
As 35 Toneladas de Ouro e a Preservação do Patrimônio
A Mina da Passagem tem ligação com a retirada de cerca de 35 toneladas de ouro ao longo de sua história. Esse número aparece em materiais de divulgação, mas não indica uma produção contínua ou de um único período.
A atividade ocorreu em diferentes fases, com técnicas e empresas diferentes. Hoje, o valor da mina não está só no ouro que saiu dali.
As galerias guardam elementos da história da mineração em Minas Gerais. Você encontra formas de escavação, estruturas de apoio e sinais do trabalho subterrâneo.
A Mina da Passagem faz parte do conjunto de atrações históricas e geológicas da região. Fica ao lado de igrejas, antigas áreas mineradoras e outros pontos que contam a formação das cidades.
Pirita, Bateia e Marcas da Mineração
A pirita chama atenção pelo brilho metálico e aparência parecida com ouro. Muita gente chama de “ouro dos tolos”, mas ela tem composição e propriedades diferentes, e não vale tanto quanto o ouro.
A bateia é uma das técnicas mais conhecidas da mineração tradicional. O movimento circular e a água ajudam a separar materiais leves das partículas mais densas.
Esse método servia para testar sedimentos e procurar sinais de ouro. Nas galerias, as marcas nas paredes, os desníveis e os espaços escavados mostram o tamanho do trabalho.
Esses vestígios tornam a mina aberta à visitação um lugar especial para conhecer a mineração industrial e os métodos antigos usados na produção de ouro.
Mergulho e Recomendações para Aproveitar Melhor
A visita comum mistura trolley, caminhada e explicações sobre a mineração na Passagem de Mariana. Quem quiser mergulhar nos lagos subterrâneos precisa contratar uma operadora especializada, cumprir requisitos técnicos e usar o equipamento certo.
Mergulho em Cavernas e Requisitos de Segurança
O mergulho em cavernas exige treinamento específico para ambientes fechados. Só mergulhadores de cavernas certificados podem participar, sempre com uma equipe especializada.
Antes de reservar, confirme quais documentos, certificações, equipamentos e níveis de experiência a operadora pede. Pergunte também sobre profundidade, duração, condições da água, número de participantes e plano de emergência.
Nunca entre em áreas alagadas por conta própria. Siga as instruções da visita guiada, respeite as passagens permitidas e evite tocar nas formações, paredes ou estruturas antigas da mina.
Se você não tem certificação, aproveite o passeio turístico pelas galerias e observe os lagos subterrâneos sem mergulhar. Nem todo mundo precisa se molhar para curtir o passeio.
Roupas, Calçados e Itens para Levar
Vá de calça comprida, camisa leve e calçado fechado com sola firme. O piso pode ser úmido e irregular, então chinelos, sandálias lisas e sapatos novos aumentam o risco de escorregões.
A temperatura dentro da mina costuma ser estável, mas uma blusa fina pode ajudar no início e no fim do passeio. Leve água, documento, dinheiro ou cartão e uma capa para proteger o celular.
Uma câmera compacta pode ser útil, desde que você siga as regras do guia. Para o mergulho, confirme antes se a empresa fornece cilindros, roupas de neoprene e outros itens.
Alguns pacotes incluem ingresso, lanche e carregadores, mas podem cobrar à parte equipamentos, locações e recargas. Vale perguntar antes para não ser pego de surpresa.
Quando Ir e Como Combinar o Roteiro com as Cidades Históricas
Se você pretende ir em feriados, férias ou fins de semana, reserve a visita com antecedência. Sempre confira no canal oficial os horários, preços, duração do passeio e possíveis mudanças—essas coisas mudam mais do que a gente gostaria.
A Mina da Passagem fica ali, entre Mariana e Ouro Preto, em Minas Gerais. Dá pra visitar a mina de manhã e depois seguir para o centro histórico de Mariana.
Assim, sobra tempo para conhecer a Praça Minas Gerais e algumas igrejas do período colonial. Se preferir, tente combinar o passeio com Ouro Preto no mesmo dia ou deixe pra ir no dia seguinte.
Pense bem no transporte e já considere que atrasos podem acontecer, principalmente se você depender de ônibus ou quiser uma visita guiada com horário marcado.
