Você já notou a homenagem no final da sétima temporada de The Walking Dead e ficou curioso sobre quem era Bernie Wrightson? Bernie Wrightson foi um artista americano de quadrinhos de horror, co-criador do Monstro do Pântano, cuja arte influenciou filmes, capas de livros e até o visual dos zumbis da série.

Ao longo deste texto, você vai entender por que a equipe da série o homenageou, como sua arte entrou no universo de The Walking Dead e quais obras definiram sua carreira. Tem imagem, história e um pouco daquele toque sombrio que só ele sabia dar.
A Homenagem de The Walking Dead a Bernie Wrightson
A série colocou uma homenagem oficial no fim de um episódio e também refletiu a influência de Wrightson no visual dos mortos. Você vai ver como a mensagem apareceu, onde a arte dele aparece nos bastidores e quem trouxe essa conexão do quadrinho para a TV.
Dedicação no final da 7ª temporada
No encerramento do episódio final da sétima temporada, The Walking Dead exibiu a frase “In Memory of Bernie Wrightson” em uma tela preta, logo entre a última cena e os créditos. Foi rápido, direta ao ponto, mas impossível de ignorar.
A série raramente insere mensagens individuais ao fim dos episódios, então isso chamou atenção. O momento escolhido reforçou que a homenagem foi feita de propósito, bem pública, quase como um aceno silencioso para quem conhece o universo dos quadrinhos.
Influência no design dos zumbis e maquiagem
Greg Nicotero, responsável por maquiagem e efeitos especiais, já declarou que Bernie Wrightson foi uma das grandes inspirações visuais. Muitos walkers exibem traços que lembram as composições sombrias e os detalhes anatômicos que Wrightson explorava em suas ilustrações de terror.
Dá pra notar nos esboços, nos efeitos práticos: cicatrizes profundas, pele enrugada, poses que parecem saídas de uma HQ clássica. Essa influência não ficou só no discurso—ela aparece nas próteses, na direção de arte, em detalhes que só quem já viu as páginas de Wrightson percebe logo de cara.
Relação entre Bernie Wrightson, Greg Nicotero e Frank Darabont
Greg Nicotero conheceu Wrightson por meio de laços profissionais e também de amizade. Frank Darabont, criador da versão televisiva de The Walking Dead, foi outro elo entre o mundo dos quadrinhos e a série.
Essa conexão pessoal facilitou a homenagem. Nicotero trabalhou com Wrightson em vários projetos e Darabont apresentou o artista para parte da equipe. Juntos, eles criaram uma ponte entre o horror clássico dos quadrinhos e o universo dos zumbis da TV.
Quem Foi Bernie Wrightson: Vida, Obras e Legado no Horror
Bernie Wrightson criou imagens que misturavam anatomia, textura e sombra com uma técnica de pena e pincel de cair o queixo. Ele começou cedo, construiu personagens icônicos e trabalhou com nomes grandes do terror e da fantasia.
Biografia e início de carreira
Bernard Albert Wrightson nasceu em 27 de outubro de 1948, em Baltimore, Maryland. Sua primeira publicação profissional foi em 1969, na revista House of Mystery.
Antes disso, trabalhou como ilustrador no Baltimore Sun e estudou por correspondência na Famous Artists School. Nos anos 1970, ganhou espaço nas revistas de horror da Warren Publishing, como Creepy e Eerie.
Sua técnica de pen-and-ink, cheia de linhas finas e texturas densas, virou marca registrada. Aos poucos, passou de ilustrador de revistas para autor de graphic novels e capas de livros.
O realismo sombrio e o domínio do entintamento faziam seu trabalho saltar aos olhos.
Criações icônicas nos quadrinhos de horror
Você talvez conheça Bernie principalmente pelo Monstro do Pântano (Swamp Thing), criado com o roteirista Len Wein para a DC Comics. O design do personagem e a atmosfera gótica influenciaram séries, filmes e a própria estética do horror nos quadrinhos.
Outra obra marcante foi sua adaptação de Frankenstein, incluindo a graphic novel Frankenstein Alive, Alive!, que mostra seu fascínio pela literatura de Mary Shelley e por Edgar Allan Poe.
Wrightson também trabalhou em títulos como Nightmaster, The Punisher (Purgatory) e fez capas e ilustrações para autores como Stephen King. Suas imagens apareceram em Heavy Metal e em coleções republicadas pela IDW.
Colaborações notáveis e premiações
Wrightson trabalhou ao lado de roteiristas e artistas como Len Wein, Marv Wolfman, Jeff Jones, Michael Kaluta e Barry Windsor-Smith. Ele também se envolveu em projetos coletivos, tipo Heroes for Hope (Heroes Against Hunger).
No cinema e nos bastidores dos efeitos especiais, ele trocou ideias com profissionais que mexem com maquiagem e design de monstros. É curioso pensar em como suas criações acabaram influenciando até aspectos visuais desses filmes.
Entre os prêmios, estão o Shazam Award e o Inkpot Award. Mais tarde, ganhou homenagens póstumas, como uma dedicatória em The Walking Dead.
Editoras e revistas como Warren Publishing e Heavy Metal sempre deram destaque ao trabalho dele. E não dá pra negar: suas capas de livros, ilustrações inspiradas em H.P. Lovecraft e aquele jeito de misturar horror clássico com quadrinhos seguem sendo referência para quem curte ou trabalha com ilustração de terror.


